Afroblogs

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Redes Sociais não influenciam a mídia no Brasil

O sucesso das redes sociais no Brasil não fez delas um modelo ideal para produção de conteúdo relevante. Mesmo com tanta gente no Twitter, Orkut e Facebook, além dos blogueiros, é a grande mídia que continua pautando o dia a dia do brasileiro, de acordo com levantamento feito pela JWT.

A agência listou vários fatores que contribuem para essa realidade, mas destaca a fraca atuação dos blogs frente ao domínio dos grandes portais, cenário praticamente copiado da mídia tradicional. Enquanto nos Estados Unidos blogueiros sustentaram casos famosos - como a morte de Michael Jackson, noticiada pelo TMZ –, no Brasil quem dá as cartas são os grandes portais.

O país apresenta um cenário em que sete sites dominam a navegação local, com cerca de 75% dos pageviews: UOL, Terra, iG, Globo.com, Google (incluindo a busca, YouTube e Orkut), Microsoft Live e Yahoo!. Mesmo ao descontar Google e Live, que não produzem conteúdo, o Ibope mostra que os cinco restantes respondem por metade do tráfego de dados por aqui. Nos EUA, descontando Facebook, os seis maiores sites (Yahoo!, Youtube, Amazon.com, MSN, Live.com e Ebay) chegam a ter apenas 7,5% do tráfego.

O estudo constatou que a maioria daquilo que se fala através de redes sociais é puramente pessoal. Isso acontece principalmente fora dos blogs – que deveriam investir na produção de pautas. Isso significa que as conversas até acontecem nas redes, mas são, em sua maioria, geradas pela mídia tradicional.

Jornalistas entrevistados pela agência corroboram a ideia de que o boca a boca digital serve apenas para sentir os ânimos. "Com as mídias sociais muitas vezes nem é preciso sair às ruas para escrever uma matéria: basta seguir alguns globais e políticos no Twitter, fuçar perfis de personalidades no Orkut e verificar se um assunto é tendência", afirmou um deles.

A JWT acredita que isso seja fruto de três fatores: em primeiro lugar, os brasileiros estão habituados a navegar pelos grandes portais, que souberam investir para manter o giro da audiência; segundo, os investimentos estão concentrados nesses portais – por mais que a mídia online tenha recebido somente 5% dos investimentos publicitários em 2010, estima-se que os cinco principais sites tenham concentrado 50% do montante; e, por fim, com credibilidade e os investimentos necessários, os grandes não encontram empecilhos para se manter no poder.

A pesquisa

Para alcançar essas conclusões, a agência cruzou dados provenientes dos três maiores veículos jornalísticos brasileiros: Época, Veja e Jornal Nacional. Para Época e Jornal Nacional a abordagem foi mecânica: criou-se uma série de scripts que pegavam cada matéria de cada edição de 2010 e foram nalizados o tema e as palavras (no caso da Época). Como a Veja só libera seus arquivos em formato de imagens (via um client Flash) a pesquisa da revista foi limitada às capas e confirmando manualmente tendências apresentadas na pesquisa automatizada. No total foram estudadas 7.418 matérias.

Além disso, tudo que nasce em blogs, Twitter, Facebook, Orkut e sites do tipo foi levantado. Para estudar esse lado, foi usado o Google Trends e o Google Em Tempo Real, mais os relatórios que Twitter e Facebook divulgaram no final do ano, artigos em blogs e veículos convencionais.

Publicado em Adnews

O poder das redes na internet

O poder das redes na internet
Os dissidentes “techies” que mostraram aos egípcios como se organizar

04/02/2011  (Carlos Alberto Teixeira)

Acabo de falar por telefone com Ahmed Maher, um dos dissidentes “techies” que mostraram aos egípcios como se organizar nos protestos em andamento no Egito. Ele me atendeu no celular no meio da gritaria dos protestos na Praça Tahrir, no Cairo.
— Temos mais de 2 milhões de pessoas aqui na praça, mais 700 mil protestando em Alexandria, e mais centenas e dezenas de milhares em todas as maiores cidades do Egito. O movimento não para de crescer e esperamos derrubar Mubarak em pouco tempo — disse entusiasmado.
Para explicar quem é Maher, traduzo aqui um ótimo artigo de David Wolman, no site “The Atlantic”, que relata como o grupo April 6 Youth (Juventude 6 de Abril) foi instrumental no movimento pró-democracia no Egito, ao usar tecnologias digitais para fazer crescer a empolgação que levou à revolta generalizada que está em andamento.
Três anos atrás, em uma praia com as areias cheias de lixo, em Alexandria, Wolman se juntou a um grupo de jovens dissidentes egípcios para um pequeno ato de desobediência civil. A ideia era por no ar uma pipa pintada com as cores do país e distribuir panfletos pró-democracia. Eles também consideraram a possibilidade de entoar algumas canções patrióticas.
A reunião foi quase instantaneamente desfeita por pelo menos uma dúzia de oficiais de segurança, a maioria deles à paisana e muitos usando bigodes. Todos estavam fora da praia em questão de minutos.

Aqueles mesmos jovens homens e mulheres estão agora no epicentro de eventos que puseram o regime de Mubarak de joelhos, e podem servir como catalisadores de uma onda de descontentamento civil e exigências por responsabilização política ao longo de todo o Oriente Médio. É o décimo-primeiro dia agora, mas muito em breve, as pessoas estarão falando sobre os 16 dias que estremeceram o mundo. E quando elas o fizerem, vão querer mais detalhes sobre quem fez tudo acontecer, e como.

Um dos que agiram nos bastidores é o quieto engenheiro civil com quem falei há pouco, Ahmed Maher. Em 2008, Maher, juntamente com uma mulher de nome Israa Abdel-Fattah, criou um grupo no Facebook (banner do grupo na foto acima, à esquerda) para promover um protesto previsto para 6 de abril daquele ano. Em poucas semanas, o grupo já tinha 70 mil membros.

O grupo se autodenominou April 6 Youth. No violento regime de Mubarak, uma reunião com mais de cinco pessoas poderia levá-las à cadeia, caso não tivessem uma licença oficial. Assim, os jovens ativistas fizeram suas reuniões online, onde compartilhavam seu idealismo. Eles queriam eleições justas, liberdade de expressão, trabalho e a possibilidade de um futuro mais próspero.

Durante os protestos de 6 de abril de 2008, Abdel-Fattah foi detida e presa por duas semanas. Com base na lei de emergência do país, vigente desde 1981, autoridades egípcias têm o poder de prender cidadãos sem nenhuma acusação formal, sob um “decreto de detenção”. No entanto, jornais locais e a mídia estrangeira divulgaram o fato — referiram-se à jovem como “a garota Facebook” — e a prisão acabou rapidamente inspirando novos recrutas a se juntarem ao grupo no site. Alguns meses depois, Maher também foi preso — e torturado. A resposta popular foi parecida com a anterior: um perfil mais famoso para os tecnodissidentes e uma frustração ainda maior de seus companheiros, suas redes, e as redes dessas redes.

Wael Nawara, cofundador do partido El-Ghad, seguiu de perto o April 6 Youth e o papel das tecnologias digitais no fortalecimento do movimento que levou à colossal revolta em andamento. “Foi um longo e doloroso caminho”, escreveu Nawara em um email enviado do Cairo na quarta-feira (02/02), onde muitas pessoas estão online novamente. “Não tenha dúvida de que a tecnologia — e a experiência na Tunísia — ajudaram a deflagrar a revolução”.

Em 2009 e 2010, enquanto os ocidentais debatiam se a internet atrapalhava ou ajudava a discussão política (ela cumpre os dois papéis, é claro), e até especulavam que as mídias sociais tinham apenas um papel superficial quando a questão era mudança social profunda (algo claramente falso), Maher e o grupo April 6 Youth estavam se escondendo em vários grupos no Facebook para não serem descobertos, pulando entre apelidos no Twitter, organizando protestos em pequena escala em países vizinhos e divulgando sua mensagem descomplicada: “as coisas poderiam ser diferentes”. E então... 25 de janeiro de 2011. E Mubarak desligou a internet.

Wolman também conversou com Maher algumas vezes por telefone esta semana. Ele relatou que alguns de seus amigos estavam presos, mas ainda estavam tentando planejar eu próximo protesto pacífico. Tentando imaginar Maher no meio daquele caos na Praça Tahrir, Wolman o visualizou com sua bolsa a tiracolo e óculos escuros. Talvez fossem os mesmos acessórios que usava naquele dia na praia em Alexandria, num tempo em que Wolman acreditava que estava testemunhando os atos de alguns bravos, mas, no final das contas, quixotescos jovens. Imagine! Eles acreditavam que estavam estabelecendo as fundações para uma revolução.

E estavam mesmo.

Publicado no globo.com

Google Art Project

O gigante Google lançou o Art Project que faz uma visitação virtual a alguns dos principais museus do mundo. Você pode fazer um passeio pelos salões de exposição observando as pinturas e demais peças exposta com um excelente resolução para admirar os detalhes das obras.
Chris Ofili

Uma das primeiras peças que vi foi esta abaixo No Woman No Cry de Chris Ofili na Tate Gallery de Londres.
No Woman No Cry de Chris Ofili

Até o final deste mês entra em funcionamento o Jumo, rede social que pretende aproximar pessoas "de bem" pela internet, na intenção de "mudar o mundo". Criado por um dos fundadores do Facebook, o site irá agregar quem busca soluções para os mais diversos problemas ao redor do planeta. (acesse)
Em entrevista ao jornal americano "Washington Post", Chris Hughes, de 26 anos, disse que quando o assunto é educação, saúde, economia ou outro tema que abranja a população, "o problema básico é que há milhões de grupos trabalhando nesses assuntos, mas não há nenhum sistema que os conecte".
Hughes pensou na rede social a partir das experiências que teve como cofundador do Facebook e como diretor de redes sociais na campanha do presidente norte-americano, Barack Obama. Após ver o quão poderosa pode ser esse tipo de ferramenta, ele decidiu que era hora de usar as redes para questões filantrópicas; então reuniu uma equipe com especialistas que conseguissem criar um algoritmo para monitorar o interesses dos internautas em causas sociais por meio do Twitter, YouTube ou nos e-mails.
O Jumo ("juntos em concerto", em yoruba, idioma da África Ocidental) já tem mais de 66 mil registros de usuários, mas só entra em funcionamento efetivamente a partir do dia 30 de novembro. Para usá-lo o internauta precisa ter conta no Facebook, pois será necessário passar pelo conector do site de Mark Zuckerberg para acessar a rede. Lá haverá áreas de debates e os usuários poderão opinar sobre as ações humanitárias que estiverem acontecendo.
Via: AdNews

Seu blog está morrendo?

Por diversos motivos alguns ou mesmo aquele único blog que temos fica paradão, desatualizado, isso acontece muito. Cerca de 95% dos zilhões de blogs na blogosfera ficam meses sem atualização.
No artigo que quero indicar a vocês existem algumas sugestões de como avaliar e proceder nestes casos. este próprio Afroblog não tem sido muito atualizado por força de falta de tempo e prioridade em outros blogs. Também porque sua função é a de ser mais um indicador de outros blogs, além de ser um universo bastante fechado esta nossa afroblogosfera. Imaginem se apenas 2% dos blogs são em língua portuguesa, quantos abordam as questões negras? Ou quantos leitores se interessam pelo tema?
Bem o link do artigo que cuida da morte (ops!) de blogs está aqui, boa leitura.

Analista de Redes Sociais

O Analista de Redes Sociais é uma das novas profissões que surgiram com o advento da Web 2.0. Mas o que faz esse profissional? Abaixo segue 5 importantes funções que nós, analistas de redes sociais e novas mídias desenvolvemos em nosso dia - a - dia.

1. O papel do analista em mídias sociais é: Elaborar o projeto e observar a ação a fim de corrigir os erros e nunca deixar um participante sem resposta.

2. Encarregado de identificar as oportunidades de marcas ou empresas atuarem em redes sociais. Ele pode atuar tanto com monitoramento como com ativação [presença e interação] em blogs, redes, fóruns etc.

3. o analista de mídias sociais também atua no monitoramento da campanha on line e observação de presença e interação on line. Definindo ações.

4. Intermediamos as interlocuções em Sites de Redes Sociais, Blog's, Fóruns. Cuidando da ação digital.

5. Quando atua através de consultoria à marcas e empresas o analista elabora projetos de comunicação digital, norteando a empresa
a fazer de sua presença digital algo marcante e que contribua tanto para a própria quanto para o público.

Agora que já sabem como é o trabalho de um analista em novas mídias, preparei um brifing básico para que seja respondido por vocês, na hora de participarem de um site de rede sociais, criar um blog ou qualquer outra ferramenta colaborativa. São apenas 4 perguntas. Se acharem interessante podem me enviar as respostas por E-mail para que sejam analisadas, e dúvidas também, esse espaço é um meio de interação entre nós.

Antes de entrar em uma rede social, ou promover uma determinada campanha de marketing digital, é importante responder as seguintes perguntas à fim de direcionar a campanha ao público alvo.


1) Quem quer comunicar?
2) O quê ele quer comunicar?
3) Para quem ele quer comunicar?
4) Qual o objetivo dessa comunicação?

Fonte: soartigos.com

As novas redes sociais

Antes mesmo que existisse a internet, havia redes sociais, pessoas unidas por um ideal em comum, sem um líder, ou seja, poder descentralizado. "Agora redes sociais para os autores `modernos´ são sites de relacionamento virtuais, que propiciam as pessoas a se conectarem, estreitando os laços de interesse", é o que afirma Israel Scussel Degásperi, publicitário e pós-graduado em Novas Mídias, Rádio e TV.

Recentemente, a apresentadora Glenda Kozlowski, do Globo Esporte, foi infeliz na grafia da palavra cinismo em seu Twitter, o que gerou um verdadeiro ataque dos internautas. Ao trocar o C pelo S ("sinismo"), a apresentadora foi bombardeada pelos seus seguidores na rede social. Na transmissão da abertura da Copa do Mundo feita pela Rede Globo, os comentários de Galvão Bueno não agradaram a milhares de internautas o que gerou, ainda no Twitter, uma "campanha" intitulada Cala a Boca Galvão. O movimento Cala a Boca Galvão foi parar no TT mundial do Twitter. Os TTs são divididos por algumas regiões do mundo (EUA, Brasil, Reino Unido etc.) e existe o TT Worldwide, ou seja, os tópicos mais discutidos no mundo de forma geral.

Exemplos como esses estão entre os milhares de fatos ocorridos diariamente a partir de interação pelas redes sociais e demonstram a conexão entre os diversos públicos e mídias na formação da opinião pública. Para Degásperi, as redes sociais são pessoas unidas com um objetivo em comum (uma passeata organizada pelas pessoas que são contra o aborto, por exemplo) e isso pode ser uma comunidade num serviço online de relacionamento (Orkut, Facebook ou o Ning).

Israel Degásperi já foi eleito um dos 100 perfis mais relevantes para serem seguidos no Twitter sobre mídias sociais no Brasil. Para ele, as redes sociais são um novo modelo de comunicação e têm como principal característica a interação. "Com um tweet ou um vídeo no YouTube, podemos reclamar de um produto ou serviço sendo que antes a nossa única fonte de informação era a TV ou o rádio, num modelo de comunicação unilateral e caro, que não era acessível para a maioria das pessoas" explica.

Uma ferramenta de campanha política
Aos 24 anos e graduado em Jornalismo, o itabunense Diego Macedo é usuário das redes sociais Orkut e Twitter, mas não esconde a afinidade pela segunda. "Me identifico mais com o Twitter, pois hoje é uma ferramenta necessária para me manter bem informado sobre o que está acontecendo no mundo, através de informações de alguns blogs, sites, empresas de comunicação e comunicadores que sigo", explica Diego.

Nas redes sociais todos podem produzir conteúdo, e essa é uma das principais características, a bilateralidade, ou sejam, a quebra do antigo modelo de comunicação Emissor->Receptor. Para Diego, essa é uma das características mais interessantes. "Colaboro emitindo algumas informações aos meus seguidores. Às vezes, com seriedade; às vezes, com um `dedinho´ cômico", complementa.

Estamos em ano eleitoral e o uso das redes sociais tornou-se uma ferramenta de campanha política. Mas será que o uso dessa nova tecnologia traz benefícios reais para os candidatos? Para Degásperi, estão especulando demais sobre este assunto: mídias sociais X eleições. "O efeito Obama está longe de se tornar realidade no Brasil por vários motivos", diz. Dentre os motivos, segundo ele, nos Estados Unidos as pessoas têm a cultura de doar dinheiro para campanhas políticas, e as redes sociais foram decisivas para se colocar essas pessoas em contato. "Quantos de nós, brasileiros comuns, doam dinheiro para candidatos políticos aqui no Brasil?", questiona o pesquisador.

Israel Degásperi acredita que os nossos políticos podem ter bons perfis em redes sociais e quem souber fazer bom uso dessas ferramentas vai se dar bem, mas não será um resultado expressivo. "Ainda vai demorar mais um pouco para ter um candidato no Brasil com esse case, semelhante ao do Obama" afirma. Atualmente, Degásperi se dedica a planejar estratégias em mídias sociais e gerenciar conteúdo.

Números e dados
Segundo um relatório divulgado pela empresa de pesquisa de marketing internet comScore, o Brasil é o quinto país que mais acessa redes sociais. O relatório foi divulgado no último dia 25 de agosto e, se comparado ao mesmo período do ano passado, o acesso teve um crescimento de 47%, saltando de 23,9 milhões de visitantes únicos para 35,2 milhões em julho deste ano. O relatório também confirmou que o Facebook superou o Orkut no país. Com um crescimento de 179% em um ano, o site saltou de 7 milhões para 20,8 milhões de usuários. No mesmo período, o Orkut foi de 17 para 19,8, uma elevação de 16%.

Para especialistas, usuários das classes A e B que estavam no Orkut migraram para o Facebook e o Twitter. Hoje, a rede social da Google, que cresceu 27% no último ano, ainda é dominante entre as classes C, D e E. Metade da base do Orkut hoje é a classe C. Para a Focusnetworks – agência de marketing digital –, o crescimento do Orkut no Brasil é sustentado basicamente pela entrada de brasileiros das classes sociais mais baixas na internet. "O Orkut faz sucesso porque é mais simples que o Facebook. As pessoas veem as fotos, leem as mensagens e fazem fofoca da vida dos outros. Por outro lado, Facebook e Twitter conquistaram os mais antenados", relata Rafael Kiso, diretor da Focusnetwork.

Por: Jaqueline de Jesus Cerqueira - Observatório da Imprensa

Questão Pública: qual é a sua?

O sítio Questão Pública é uma experiência interessante que certamente vai contribuir para melhorar nossa participação na política com as ferramentas que a internete vem possibilitando. Ainda tem limitações quanto ao número de estados abrangidos, mas dá para responder ao questionário sobre temas polêmicos.
Segue o texto conforme publicado:

"Organizações não governamentais de combate à corrupção lançaram ontem (26) um site para ajudar a orientar o eleitor nas próximas eleições. A plataforma permitirá ao cidadão saber as opiniões dos candidatos de seu estado sobre questões polêmicas.

A página funciona com um questionário de 35 perguntas sobre temas como aborto, impostos e maioridade penal, entre outras. O questionário foi enviado hoje para todos os candidatos do país ao Senado – cerca de 190 após as impugnações provocadas pela Lei da Ficha Limpa.

As perguntas foram feitas por mais de 60 instituições de defesa dos direitos das mulheres, dos negros e dos homossexuais, entre outras. O eleitor poderá ler as respostas dos políticos que estão pleiteando uma vaga e também responder às questões.

“O que nos interessa é usar a tecnologia como instrumento de transparência, e não é botar lenha na fogueira nem acirrar a disputa entre os candidatos. O que nos interessa é alargar a participação popular no processo democrático”, disse o diretor do Instituto Ágora, Gilberto de Palma. O Ágora é uma organização não governamental que acompanha dos legislativos estaduais e o Congresso Nacional.

Ainda de acordo com ele, o Senado foi escolhido para começar o projeto porque a população tem pouco conhecimento sobre o papel dos parlamentares e seria difícil, neste momento, usar a plataforma com os mais de 10 mil candidatos à Câmara dos Deputados."

Debate Presidenciáveis UOL - Folha bomba no Twitter


O debate que reuniu três presidenciáveis na manhã desta quarta-feira (18) foi o assunto mais citado no Twitter. Promovido pelo jornal Folha de S. Paulo em parceria com o Portal UOL, o evento foi exibido pela internet.

A hashtag #debatefolhauol ocupou lugar nos Trending Topics do mundo, que indicam os termos mais mencionados na rede social. Além disso, hashtags como Marina Silva, Dilma, Favela Virtual (que se refere à cenografia utilizada em programa eleitoral do candidato José Serra) marcaram presença ranking de assuntos mais comentados em todo o mundo.

De acordo com informações da E.Life, que acompanhou o buzz sobre o debate, Dilma foi a mais citada, com 42,29% dos 97.521 tweets aferidos pela empresa. Serra vem em segundo, com 33,06% e em seguida vem Marina, com 24,65%.

O candidato Plínio de Arruda do Psol, que não foi convidado para o encontro, comentou o evento via Twitcam - ferramenta para transmissão de vídeos pelo Twitter. Arruda movimentou a rede e também alcançou os trending topics mundiais.

Os internautas usaram celulares, notebooks e iPads para visualizarem e tuitarem as informações referentes ao debate. Imagens em vídeo também foram disponibilizadas no Twitter, Facebook e salas de bate-papo UOL criadas especialmente para o encontro entre os candidatos.

Prestígio para poucos

Diferente do sucesso na rede virtual, os debates na televisão não tiveram tanta audiência. O encontro entre os presidenciáveis promovido pela emissora Band, no último 5 de Agosto, rendeu apenas 3 pontos de ibope.

O horário eleitoral gratuito, que entrou em cena nessa terça-feira (17), também derrubou os índices. A média de televisores ligados durante o período em que os políticos apresentavam seus programas foi de 61,8%. Na terça-feira anterior, essa porcentagem era de 66,7%.

O Ibope mostra ainda que as alterações na grade por conta do horário eleitoral mexem com toda a audiência dos canais. Na Globo, por exemplo, a minissérie ‘A Cura’ não conseguiu passar de 15 pontos (cada ponto equivale a cerca de 60 mil pessoas), sendo que, na terça-feira passada, quando estreou, marcou 20.

Com informações do UOL

Redação Adnews

Brasil é um dos maiores em Twitter, Orkut e YouTube





O Brasil é um dos dez países que mais acessam redes sociais, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN). Os resultados mostram que 87% dos internautas brasileiros acessam redes sociais, com tendência de crescimento, já que 20% da população pretende entrar no mundo das redes sociais num futuro próximo.




Os dados atuais colocam o país em décimo lugar entre os usuários de sites como Orkut, You Tube, MSN, Twitter, Facebook, ou Linked In. A Índia lidera este ranking dos que mais acessam (100% dos internautas indianos visitam redes sociais), seguida por Sérvia, Coréia do Sul, Rússia, Espanha, China, Turquia, Romênia e Itália.

Os internautas brasileiros acessam redes sociais principalmente por razões pessoais (83%), mas há também parcela significativa, de 33% dos usuários de internet, que acessa estas redes para uso profissional. Em ambos os casos os índices brasileiros estão acima da média mundial: 75% de acesso por razões pessoais e 25% por razões profissionais.

As principais atividades desenvolvidas nas redes sociais são ver mensagens/navegar (98%), conversar (76%) e atualizar o próprio perfil (76%).

Diferenças por segmentos
Não há diferenças entre sexos no acesso às redes sociais por razões pessoais. No entanto, como esperado, as razões profissionais levam os homens a acessar mais do que as mulheres. A região Nordeste apresenta um índice de uso pessoal das redes sociais (90%) maior do que outras regiões como o Sudeste (85%), por exemplo. Esta diferença deve-se ao perfil daqueles que acessam a principal rede, o “Orkut”: mulheres, jovens, com menor grau de instrução, de classes CDE e residentes em municípios menores (com menos de 100 mil habitantes) e mais distantes (interior e periferias). “Este perfil sugere que as redes sociais estão efetivamente cumprindo o papel de inclusão e socialização”, avalia Laure Castelnau, diretora executiva de marketing e novos negócios do IBOPE Inteligência.
Publicado em Adnews 23/07/2010

Novo designer de modelos Blogger

O Google acabou de oferecer aos usuários Blogger o seu novo cardápio de opções de modelos para incrementar seu blog. São diversos modelos personalizáveis que conjugados com as opções de cores de fundo e de colunas tornam-se ilimitados. Para acessá-los clique no link http://draft.blogger.com/home
Como você já deve ter observado eu venho utilizando faz algum tempo e gostei muito do resultado, mas eles eram apresentados como beta, agora é prá valer. Veja o resultado a que cheguei nos meus outros blogs: http://belezasnegras.blospot.com e http://atabaque.blogspot.com

Cartilha de redação web

cartilhaegov


O governo federal através da e-gov - www.governoeletronico.gov.br - lançou a Cartilha de Redação Web com diretrizes para as áreas governamentais e que servirão de referência para todos aqueles que queiram utilizá-la para produzirem conteúdo na internet. A cartilha em formato pdf. pode ser baixada no link acima e encontrada na coluna biblioteca.

Twitter pressiona jornais

Do já batido "Cala a boca, Galvão", a um erro de inserção publicitária do jornal Folha de S.Paulo. Parece não importar mais o teor do assunto, mas, sim, o grandioso impacto que os famosos 140 caracteres do Twitter têm sobre grandes grupos de mídia. De forma rara na história da mídia brasileira, TV e jornal impresso cederam ao boca a boca, que cresce cada vez mais na era digital.
Após fazer com que a Globo reconhecesse - e apoiasse - o movimento que zombava seu principal locutor esportivo, dessa vez foi a Folha que teve de considerar a rede de microblogs. O erro na inserção de anúncio do supermercado Extra(relembre) rendeu texto publicado no último domingo por Suzana Singer, ombusdman, que fez jus ao cargo (criticar o jornal). "O que parece óbvio para muitas empresas é uma pequena revolução na Barão de Limeira.A Folha costumava ter uma atitude estoica diante dos bombardeios que sofre no mundo digital".
Suzana se refere à mudança de postura frente à opinião que se dissipa na internet. O erro da inserção publicitária ocupava pequeno espaço no jornal e "teria passado sem tanta repercussão não fosse o Twitter", segundo ela própria. Porém, a gafe se espalhou rapidamente pela rede de 10 milhões de brasileiros, motivou protestos, e até gerou crítica de Abílio Diniz, dono do grupo Pão de Açúcar, ao qual o Extra pertence.
A confusão foi grande. Suficiente para que virasse notícia em sites na internet e chegasse até o jornal inglês The Guardian, que relatava o fato a seus leitores ao título "Anúncio de jornal elimina Brasil das finais". "Isso sim é hardnews!", disse a ombudsman, ao comentar que um erro de inserção publicitária ganhou status de notícia. Se não houvesse internet, dificilmente 140 caracteres teriam tanto poder assim.
Diante do fuzuê, a Folha encarou o problema. Além de se desculpar oficialmente, se pronunciou aos que comentavam pelo Twitter de forma a ilustrar a tal nova postura do impresso, que há menos de três meses criou o cargo de editor de mídias sociais. "O jornal precisa se fazer ouvir e dialogar também no ambiente das mídias sociais", afirma a Secretária de Redação da Folha em declaração no texto de Suzana Singer.
Jornalismo na discussão
Para o professor de jornalismo da PUC, Marcos Cripa, o uso de novas tecnologias deve ser usado em prol da sociedade. "Precisamos estar atentos à utilização. Quando vem no sentido da democratização, é bom", afirma em reconhecimento à rapidez de ferramentas sociais. Porém, defende também que o diálogo direto entre mídia e sociedade deveria ser prática comum, independente de tecnologia. "A tecnologia por si só não resolve. É cunha para abrir mais a discussão. Mas isso já deveria ter sido feito independente de computador".
Na PUC, o professor informa que a escola de jornalismo tem a preocupação com novas mídias, mas alerta para a importância dos princípios básicos da profissão. "Temos que estar preocupados com a ética, responsabilidade, ouvir pessoas corretas. Isso a tecnologia não resolve".
Por Marcelo Gripa

 Fonte: adnews

iG, MSN, Terra e Yahoo! se unem por debate político

Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! estão organizando o primeiro encontro dos candidatos à Presidência da República 100% realizado e transmitido pela internet no Brasil.
Diferentemente dos debates feitos na TV e retransmitidos para a web, o projeto Debate On-Line 2010 será transmitido ao vivo simultaneamente pelos quatro portais.
O debate será realizado no dia 31 de agosto, em São Paulo. Os envolvidos trabalham para definir conjuntamente o formato final do debate.
Fonte: adnews

Twitter cresce cada vez mais


"Criei o Twitter numa folha de caderno pensando em uma comunicação simples e dividindo mensagens e grupos", resumia o cofundador da rede de microblogs, Biz Stone, durante o Festival de Cannes de 2009. À época, classificou o site como "triunfo da humanidade e não da tecnologia", ao firmar o conceito de democratização da informação e a condição de atividade a quem quer compartilhar experiências e conteúdo. O tempo mostrou que a fórmula seria atraente e vingaria.
Nascido em 2006, o microblog ganhou proporções gigantescas, com acúmulo de 10 bilhões de tweets em seus quatro anos de existência. No Brasil, atualmente com 56% da audiência em mídias sociais, o serviço cresce a taxas expressivas, tendo registrado, apenas em abril deste ano, quase um milhão de acessos únicos no país, segundo o Ibope.
Com o passar dos anos, o site enfrentou diversas transformações em sua utilidade, que vão muito além do conceito “O que você está fazendo?” para “O que está acontecendo?”. Ferramenta de comunicação, feed, RSS, plataforma para a publicidade e diário são algumas variáveis que explicam o site, mas ainda é tarefa difícil decifrar em que se transformou o Twitter.
O professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, Luis Grottera, considera o microblog “um grande “debatedor” de ideias”, que supera modismo momentâneo. E, assim como Stone previa, o professor acredita que a ferramenta “cumpre um papel inovador em relação à sociedade antiga: democratizar”. Aliás, já é um consenso que o Twitter trouxe a democracia à comunicação.
Para o diretor-geral da Ogilvy & Mather, Fernando Musa, é positivo o espaço virtual que o Twitter conquistou na sociedade: “a democracia meio anárquica da informação que estamos vivendo é muito boa”, disse.
A chegada da publicidade
No início de abril, quatro anos após o surgimento, a empresa publicou em seu blog sua estratégia para ganhar dinheiro, integrando progressivamente mensagens promocionais, pagas por anunciantes, às páginas iniciais dos usuários. As mensagens "serão pagas pelas empresas ou organizações que quiserem ampliar o grupo de usuários que receberem o anúncio", dizia o comunicado oficial.
À época, gerou desconfiança por parte dos usuários, que viam o “Promoted Tweets” como uma espécie de serviço de spam. Dentre as primeiras empresas a investir na novidade estavam as marcas Best Buy, Red Bull, Sony, Starbucks e Virgin America.
No Brasil, a Ogilvy & Mather anunciou, nesta semana, uma ação que provocou muitos comentários e dúvidas: a criação do perfil de Ronaldo “Fenômeno”, contratado pela Claro, para comentar a Copa no microblog. Cerca de 24h depois da abertura, o @ClaroRonaldo já tinha 75 mil seguidores e, nessa sexta-feira, já ultrapassou os 100 mil.
A rápida adesão dos internautas ao Twitter da Claro é, para Musa,  um “reflexo de como as pessoas agem”. Para ele, a questão central é que “dez em cada dez pessoas que estão na net estão em uma rede social”, seja com perfil físico, seja profissional, ou os dois, mas “está todo mundo”.
Essa ação é uma forma diferenciada de fazer propaganda na rede, além do já conhecido retweet, distribuição das mensagens para a lista do usuário. Já para Grottera, o Twitter não é uma eficiente plataforma para publicidade, mas sim para branding (o fazer de uma marca). “A coisa mais babaca que as marcas fazem é pedir retweet. Muda a função da ferramenta. Efetivamente, o Twitter é uma ferramenta fundamental para branding, a marca pode fazer relacionamento o tempo todo com seus consumidores”, disse.
A Claro já faz inserções de conteúdo promocional no canal. E, com Ronaldo, o objetivo principal da empresa é aumentar sua relevância na rede social, e o diretor de Comunicação da operadora, Carlos Scappini, lembra que a campanha poderia não funcionar em redes sociais como Orkut e Facebook. E completa: “não tenho a menor dúvida de que [as redes sociais] são uma variável considerável nos meios de comunicação e cabe às empresas identificar isso”.
Diga-me quem tu és e eu te seguirei
O Twitter promoveu, além de uma alternativa para publicidade, a aproximação entre os internautas e as celebridades. Perfis de pessoas famosas ou com algum tipo de relevância ganharam notoriedade a partir do momento em que seus donos apareceram como sujeitos comuns e tangíveis. É o caso de pessoas como o jornalista da TV Globo William Bonner, que passararam a estar a um tweet de distância.
Essa aproximação fez surgir também um novo fenômeno no serviço: os megaperfis. O exemplo de Ronaldo com a Claro ilustra essa situação; assim que se tornou pública a união entre o jogador e o microblog, centenas de pessoas passaram a “segui-lo”. O mesmo aconteceu com a candidata à Presidência da República petista Dilma Rousseff, que estreou sua conta no mês de abril e já tem quase 57 mil pessoas em seu encalço pelo serviço.
Outra curiosidade gerada na rede se deu depois da adoção do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Em pouco mais de uma semana, Chávez anunciou a contratação de uma equipe de 200 pessoas apenas para cuidar da leitura das mensagens que recebia – contingente maior do que muitas redações de jornal.
Essa relação se mostra positiva em diversos momentos, mas já apontou facetas que devem servir como alerta às personalidades. Um exemplo disso foi o contrato de publicidade no Twitter firmado entre o apresentador Marcelo Tas e a Telefonica. O tweet "O encontro Xtreme foi divertido, informativo e cheio de insights. (...) Adorei!", feito por Tas sobre um evento da operadora gerou rejeição e críticas de seus seguidores e mídia. Esse foi o mote para a discussão que se estende até hoje: Publicidade no Twitter é uma tendência? Como deve ser usada?
Por Lais Mendonça e Leonardo Pereira - Edição: Marcelo Gripa
Artigo publicado em ADNEWS

TV Nagô

Campanha MINHA MÃE PRETA!!!

Minha Mãe Preta é o nome da nova campanha do site da TV Nagô. A proposta deste trabalho é apresentar para a sociedade a nossa beleza negra. Participe enviando fotos suas com sua mãe preta para que possamos publicar na sessão Cara Preta do nosso site. O objetivo é reunir o maior número de fotos de famílias de todo o país. O mês inteiro de maio será dedicado a essas guerreiras negras que nos criaram com muito sabedoria.
Como fazer para participar:
Envie a sua foto para o e-mail camilademoraes@ tvnago.com. br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e coloque o nome das pessoas que estão na foto e sua cidade. Logo em seguida verifique a sua fotografia aqui no nosso espaço e mostre para os amigos.

A TV Nagô surge com a pretensão de ser uma imprensa especializada na temática negra. No site poderá saber mais sobre a trajetória desse grupo de profissionais gaúchos que, se uniram para contar a sua história sob uma perspectiva negra.
O rapper norte-americano Jay-Z já dizia: "Rosa Parks sentou para que Martin Luther King pudesse andar. Martin Luther King andou para que Obama pudesse correr. Obama corre para que possamos voar". E a TV Nagô existe para que esses fatos possam ser gravados muito além da memória, para que de fato fique registrado na história.
A TV Nagô quer lhe mandar um axé forte com muita energia e novidades sobre cinema, teatro, musica e livros. Fique por dentro do que está  acontecendo no mundo e não deixe de comentar as matérias e dar sugestões de pautas.
No site, ainda tem o link Movimento Negro que será possível encontrar histórias de vida de pessoas que compõe a sociedade brasileira, indivíduos que com perseverança conseguem sobreviver no dia a dia. Também tem o local de se fazer Negrice aqui no espaço virtual, que significa mostrar os trabalhos acadêmicos que estão sendo feitos sobre a temática negra, além de artigos e colunas semanais escritas por jornalistas do Rio Grande do Sul e de Brasília, são elas, Priscila Bittencourt, Mariani Ferreira e Juliana Nunes.  Você também pode publicar sua tese, dissertação, monografia ou outro trabalha acadêmico é só entrar  em contato conosco.
Que poemas são estes? É o espaço reservado para dar visibilidades aos poetas talentosos que existem no Brasil. A TV Nagô também tem espaço para você mostrar a sua cara preta para o mundo. Através de eventos, reportagens, fotos históricas e modelos do mês, a TV Nagô pretende, aos poucos, apresentar para a sociedade a nossa Cara Preta cheia de história, vida e beleza. Você ainda pode nos ajudar a construir a Agenda Cultural e não deixe de assistir os nossos vídeos.
Conheça e participe do nosso site da TV Nagô. 

Camila de Moraes
 http://www.tvnago.com.br

Janet Jakson inspira criação do Youtube


Aos 5 anos de existência o Youtube inaugura um novo serviço nos EUA e para nós neófitos na história da web temos revelado agora (veja matéria abaixo) que o show (e os seios à mostra) de Janet Jackson em 2004 no final do Superbowl   foram que motivaram seus criadores.
Janet Jackson: show no Superbowl com rápida cena de seu seio nu motiva criação do Youtube 
Em comemoração aos seus cinco anos, o Youtube passará a oferecer uma seleção de filmes e programas de TV para aluguel. O serviço estará disponível só nos EUA através de uma nova página no site oficial. Os preços variam entre US$1 e US$4.
O serviço inclui apenas produções variadas de editores independentes, além de documentários, mangás e conteúdos dos estúdios de Bollywood. O período dos aluguéis varia entre os tipos de conteúdo - entre 24 a 72 horas. Os usuários poderão pagar com o Google Checkout.
A iniciativa ressalta a concorrência entre Google e Apple. Resta a dúvida se o novo serviço se equiparará à iTunes Store.
Revolução Social
O upload de um vídeo de 19 segundos, mostrando ao fundo elefantes ao fundo no zoológico de San Diego, nos EUA, a cinco anos atrás deu início a uma revolução social.
O ex-empregado do PayPal, Jawed Karim, foi o primeiro a postar um vídeo no Youtube, em 23 de abril de 2005. À época já existiam vídeos pessoas na internet mas o serviço criado por Karim, Chad Hurley e Steve Chen - frustrados com a dificuldade de encontrar vídeos de Janet Jackson na final do Superbowl, o campeonato de futebol americano, em 2004 - que tornou fácil pela primeira vez fazer uploads e compartilhá-los.
Rapidamente o Youtube se tornou em um fenômeno e, já no final de 2005 já exibia dois milhões de vídeos por dia - o que despertou o interesse do Google, que o arrematou por 1,65 bilhão em 2006.
Atualmente, o site é o terceiro mais visitado da internet, atrás apenas do próprio Google e do Facebook. A cada dia um milhão de novos vídeos são carregados.
Com informações do Terra por Adnews

Eleições 2010: começa a campanha na web


PSDB, PT e PV investem em "militância virtual"

09/04/2010

PSDB, PT e PV já buscam mobilizar filiados e simpatizantes pela internet durante a pré-campanha eleitoral. Aprovado pela reforma eleitoral, o uso da internet por meio de blogs e comunidades é uma das grandes novidades desta eleição.

A estratégia do PT para a campanha da ex-ministra Dilma Rousseff à Presidência é valorizar a participação espontânea dos eleitores, segundo o responsável pelas ações de internet na campanha do partido, Marcelo Branco.

Branco explicou que a ação petista terá como base a experiência utilizada na campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2008. A intenção é divulgar projetos e realizações do governo Lula e vinculá-los à imagem da pré-candidata. “Quem tem o que mostrar somos nós. Nossa orientação é para não cair na baixaria. Ficar chamando de ladrão, bandido e guerrilheira pega mal na globosfera”, afirma Branco.

Ele disse ainda que o blog da ex-ministra ainda não tem data para entrar no ar. “Tem apenas uma semana que ela deixou a Casa Civil. Estamos no tempo certo, discutindo a estratégia para uma campanha de alto nível”, disse. Branco informou ainda que a página pessoal utilizará um softwares livres, um programa de acesso ilimitado.

O PT abriu um cadastro em seu site para formar “militantes virtuais” e promete “informações exclusivas” a quem aderir ao grupo. Para fazer parte, é obrigatório informar nome e e-mail. O partido, que disputará a Presidência com a ex-ministra Dilma Rousseff, diz que os militantes vão colaborar “para manter o Brasil no rumo certo”.

"Mobiliza PSDB"
Já os tucanos contam com o site “Mobiliza PSDB”, que reúne dicas para divulgar ações do partido por meio de blogs, do Twitter e em sites de relacionamento e para aumentar a visibilidade em sites de busca como Google. Também é possível baixar banners e logomarcas do partido.

“Não basta dar ‘bom dia’, fazer autopropaganda ou falar da agenda. Aliás, é bom evitar essas atitudes. Os usuários querem opinião pessoal, informações exclusivas e dicas de links legais. Tudo curto e objetivo e sem erros de português, é claro”, orienta uma seção com dicas para o Twitter, rede de microblogs bastante utilizada pelo presidenciável tucano, José Serra.

Já no blog "Rede mobiliza", há dicas para os militantes e simpatizantes tucanos interagirem. Para quem vai a Brasília para o lançamento da pré-candidatura de Serra, neste sábado (10), o blog propõe que o internauta fale sobre sua viagem nas redes virtuais de que participa. Já para os “twitteiros”, a sugestão é customizar o perfil na rede com uma faixa #SerraDia10.

Animado com os resultados da mobilização, o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), diz que o resultado “é quase exponencial”.

“A partir do momento que vai mobilizando, vai multiplicando mesmo. É isso que a gente tem presenciado. É claro que tem ainda um longo caminho a percorrer. E fato de o Serra ser um entusiasta da internet facilita muito”, diz. O ex-governador de SP tem um perfil ativo no Twitter, com 189 mil seguidores.

"Palanque verde"
Simpatizantes e filiados ao PV, que disputará a Presidência com a senadora Marina Silva, podem acessar uma rede de relacionamentos própria por meio do site do partido. O grupo possui mais de 2 mil membros.

Após o cadastro, o usuário pode convidar amigos, montar uma página com seu perfil, fotos, mensagens e vídeos. Assim como em outras redes sociais, é possível compartilhar informações em redes como Twitter, Facebook e Orkut e criar comunidades. A rede do partido já conta com grupos como “Palanque Verde na Bahia” e “Eu quero um senador negro”.

Também é possível interagir com a pré-candidata à Presidência por meio do Twitter. Em fevereiro, a senadora criou um perfil na rede de microblogs e conta atualmente com 16,5 mil seguidores. A coordenação da pré-campanha da senadora também criou um blog chamado "Minha Marina".

Além das postagens em estilo de diário, o blog reúne biografia, artigos e fotos da senadora. A novidade fica por conta de uma aba de "Versões e Fatos", onde ela pretende responder a boatos venham a surgir durante a campanha eleitoral e esclarecer sua opinião sobre assuntos polêmicos. Já foram postados textos sobre o aborto e o criacionismo.

O "militante virtual" que quiser contribuir com o partido pode fazer isso por meio do site. Há um link para quem quiser fazer doações. O valor mínimo é de R$ 20 e, para doar, é preciso informar o CPF. Após inserir o valor da contribuição, é gerado um boleto para pagamento em bancos.

Fonte: G1

A internet como um paradigma social


Ela se torna cada dia mais a plataforma para uma nova estrutura social baseada em redes de pessoas interconectadas. Esta mudança está acontecendo debaixo dos nossos olhos e a maioria de nós ainda não se deu conta.
Dito assim pode parecer algo insignificante ou até um certo exagero, explicável na boca de um nerd ou tecnófilo. Mas quando a gente pára para pensar os dados começam a se somar e percebemos que estamos diante daquilo que o físico norte-americano Thomas Khun classificou de quebra de um paradigma mundial.
Quase todos os dados sobre crescimento da internet, da Web e das redes sociais são tão vertiginosos que chegam a assustar. Basta saber que a Web chegou ao seu primeiro milhão de usuários num tempo 200% menor do que o gasto pela televisão e quase duas mil vezes mais rápido do que o jornal impresso.
Por isto é que temos que começar a ver a rede não mais como um conjunto de computadores mas como a base de uma nova organização da sociedade. A economia mundial já não consegue mais viver sem a internet, as relações humanas estão cada vez mais condicionadas pela tecnologia digital, que está se espalhando dos países ricos para os pobres, das metrópoles para o interior.
Quase todos os países do mundo estão acelerando os planos para aposentar toda a estrutura baseada nos fios de telefone para substituí-la pelo sistema wireless e no cabeamento com fibras óticas para permitir a banda larga.
Não é só a troca de uma tecnologia por outra. É todo um sistema de comunicação que está mudando e com ele hábitos, rotinas e valores. São empresas outrora sólidas que resistem à mudança e estão sendo atropeladas por outras menores, movidas a alta tecnologia.
A estrutura social baseada na hierarquia e na verticalidade está perdendo espaço para a nova sociedade da era da informação que não obedece fronteiras geográficas, é descentralizada e está gerando uma estrutura baseada em redes sociais. Estas redes estão criando um sistema de informação e comunicação completamente novo onde valores como privacidade, autoria e credibilidade já não seguem os parâmetros tradicionais.
Estamos numa fase socialmente híbrida e líquida, segundo a denominação do sociólogo polonês Zygmunt Bauman . Nossa relação com a realidade está ficando defasada porque ela muda muito mais rápido do que os nossos valores e rotinas. Esta transição nos deixa inseguros porque nossos parâmetros estão mudando e nós fomos educados para conviver só com o que é seguro e solido.
Quem trabalha com informação está ainda mais sujeito às conseqüências do surgimento da nova estrutura social baseada em redes virtuais integradas por pessoas que não moram nos mesmos lugares, não compartilham da mesma cultura, tem historias totalmente diferentes e que se unem apenas por interesses comuns.
Todo mundo fala de crise na comunicação, mas ela atinge com mais intensidade a indústria dos jornais. O jornalismo está mais vivo do que nunca e com possibilidades inéditas na sua história. Jornal e jornalismo são duas atividades coisas diferentes que os interesses corporativos tentaram unir. É possível um jornalismo sem jornais, mas não existem (ou não deveriam existir)  jornais sem jornalistas.
A crise dos jornais é só uma das várias crises de modelos corporativos provocadas pelo surgimento de novas rotinas informativas na sociedade em redes. O crescimento desta forma de organização social traz consigo uma mudança de hábitos que já começa a impactar a sociedade, como é o caso da tendência em direção ao compartilhamento de dados, informações e conhecimentos.
É uma mudança e tanto que vai aos poucos se desenhando e que vai nos levar a desenvolver um novo tipo de cidadania, parte analógica e parte digital, onde rotinas e valores já existentes passam a conviver com novas atitudes impulsionadas pela nova estrutura social baseada em redes.
Via ADNews traduzido por Carlos Castilho, publicado no Techcentral

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